Regulamentação do Fundo Municipal de Parques é essencial para estimular equilíbrio ambiental em SP

Em sua coluna, Nabil Bonduki argumenta que Plano Diretor Estratégico prevê 167 novos parques na cidade. Entretanto, fundo que possibilitaria doações ainda não foi regulamentado pela Prefeitura

 Publicado: 22/09/2022
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Na edição de Cotidiano na Metrópole desta semana, o arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, comenta a crescente participação do setor privado na preservação de áreas verdes no Brasil.

Ao citar o exemplo recente de empresários que compraram terras para formar um corredor de preservação no Pantanal, Bonduki argumenta que iniciativas como essa também poderiam se fazer presentes em grandes cidades, como São Paulo. “A preservação das áreas verdes e parques da cidade de São Paulo é fundamental para o equilíbrio ambiental e também para enfrentarmos a emergência climática”, afirma o professor.

De acordo com ele, o Plano Diretor Estratégico da cidade é um instrumento ideal para viabilizar a doação de recursos privados dessa natureza. “O Plano Diretor Estratégico de São Paulo criou o Fundo Municipal de Parques, um instrumento excepcional para ampliar o número de parques e áreas verdes da cidade, enfrentando a emergência climática na área urbana”, defende, ao lembrar que, entretanto, a Prefeitura ainda não regulamentou a iniciativa. “O que deve ser feito urgentemente”, pontua Bonduki.

Além disso, o urbanista reforça que o PDE transformou áreas de São Paulo em Zonas Especiais de Proteção Ambiental (Zepam). As áreas estão previstas para a criação de 167 novos parques urbanos e lineares na cidade. Ainda assim, atualmente, a atual gestão municipal previu a criação de apenas oito novos parques na cidade.


Cotidiano na Metrópole
A coluna Cotidiano na Metrópole, com o professor Nabil Bonduki, vai ao ar toda quinta-feira às 10h00, na Rádio  USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e  TV USP.

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