Reforçar importância do distanciamento pode ser essencial para enfrentar pico da pandemia

Para Nabil Bonduki, em vista do aumento no número de mortos em janeiro, é preciso que as autoridades públicas retomem o debate sobre a necessidade de distanciamento para conter o avanço da covid-19

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Na edição de Cotidiano na Metrópole desta semana, o arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, comenta que, no mês de janeiro, atingimos o pico da pandemia, com mais de 1,5 milhão de novos casos de covid-19 no País, recorde mensal absoluto durante a crise de saúde.

“Tivemos mais de 29 mil mortos em janeiro, então estamos realmente em uma situação em que o risco de contaminação é muito grande”, alerta o professor ao destacar que, em vista dos exemplos dados pelas autoridades públicas, a preocupação com o isolamento social decaiu em nossas cidades. “Vimos, por exemplo, neste final de semana, a enorme aglomeração da festa do campeonato da Libertadores”, afirma ele, ao argumentar que as próprias imagens do Maracanã se revelaram como uma “propaganda de como se aglomerar no pico da pandemia”.

Para o urbanista, deveria haver, por parte das autoridades, um forte debate sobre a situação que estamos vivendo, incluindo a introdução de um novo lockdown de 15 dias para tentar conter o avanço do vírus.


Cotidiano na Metrópole
A coluna Cotidiano na Metrópole, com o professor Nabil Bonduki, vai ao ar toda quinta-feira às 10h00, na Rádio  USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e  TV USP.

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