Reduzir transporte público durante pandemia pode ampliar contaminação

“Estamos vivendo um regime de confinamento parcial, ou seja, existem muitos trabalhadores que continuam a trabalhar e precisam do transporte coletivo”, argumenta Nabil Bonduki

Na edição de Cotidiano na Metrópole desta semana, o arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, comenta como a redução do transporte público em várias cidades brasileiras por causa do coronavírus tem afetado a população. Na última semana, a diminuição da frota de ônibus na cidade de São Paulo resultou em veículos lotados e atrasos.

Para o professor, a situação é absurda. “Houve uma queda de aproximadamente 63% na média, segundo uma pesquisa realizada pelo aplicativo Moovit, nas dez principais cidades brasileiras. Mas não é porque houve uma queda no uso que precisamos da redução da frota”, esclarece ele ao defender que, durante a crise de saúde, é fundamental que se reduzam as possibilidades de contaminação. Diminuir o fluxo de ônibus e trens pode, portanto, expor os usuários à superlotação e ao vírus.

“Estamos vivendo um regime de confinamento parcial, ou seja, existem muitos trabalhadores que continuam a trabalhar e precisam do transporte coletivo”, argumenta Bonduki. Na opinião dele, apesar de estar fazendo um trabalho correto na área da Saúde, a Prefeitura de São Paulo “se descuidou e reduziu, na última semana, em 60% a frota, resultando em uma hiperlotação nos ônibus da cidade”. Para o especialista, é fundamental que seja restaurada a frota normal do transporte público, para que ela não se torne um vetor de contaminação para diferentes áreas da cidade.

Ouça na íntegra no áudio acima.


Cotidiano na Metrópole
A coluna Cotidiano na Metrópole, com o professor Nabil Bonduki, vai ao ar toda quinta-feira às 10h00, na Rádio  USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e  TV USP.

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