Reduzir emissão de gases de efeito estufa é um dos desafios da COP27

O outro, de acordo com o que Paulo Saldiva comenta em sua coluna, é a redução da dependência de combustível fóssil

 Publicado: 14/11/2022  Atualizado: 16/11/2022 as 8:44

A redução da dependência de combustível fóssil e da emissão de gases de efeito estufa é um dos assuntos em debate na COP27, que está acontecendo no Egito. Segundo o professor Paulo Saldiva, as evidências das consequências das mudanças climáticas estão aí, para todo mundo ver. No Brasil, uma das principais fontes da emissão de gases de efeito estufa são as queimadas, tanto de florestas quanto de plantações antes da colheita. Além de liberar CO2, essas queimadas, lembra Saldiva, têm o efeito de gerar gases cuja toxicidade é capaz de provocar um grande número de doenças e mortes.

Engana-se, porém, quem pensa que queimadas são um privilégio unicamente do Brasil. A queima de florestas também acontece na África e a queima de plantação de cana-de-açúcar se dá em toda a América Central e no sul dos EUA. Saldiva chama a atenção para um artigo publicado numa revista científica, segundo o qual a queima das plantações de cana produz em seis meses o que toda frota automotiva gera de gases poluentes durante um ano, com todas as consequências nocivas que tal prática pode causar à saúde humana. “Vamos então começar a pensar que, na COP, se pode imaginar que, quando você reduz a emissão de queima de florestas, não só você melhora o clima e preserva as espécies, mas também evita adoecimento e morte nas populações expostas.”

A conclusão, portanto, não poderia ser outra: “Combater a emissão de gás de efeito estufa por queima de florestas produz não só benefícios ambientais, mas economiza dinheiro, porque os custos evitados de saúde compensam os gastos para se promover preservação e expansão dessas áreas”.


Saúde e Meio Ambiente
A coluna Saúde e Meio Ambiente, com o professor Paulo Saldiva, vai ao ar toda segunda-feira às 9h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção  do Jornal da USP e TV USP.

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