Reabertura de bares e restaurantes exige cuidados e planejamento

É essencial seguir orientações sanitárias, “com a maior segurança possível”, defende Nabil Bonduki, que considera a decisão arriscada

Na edição de Cotidiano na Metrópole desta semana, o arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, discute a decisão tomada pela Prefeitura de São Paulo de iniciar a reabertura de bares, restaurantes e salões de beleza.

No último dia 4, o prefeito Bruno Covas assinou protocolos setoriais com representantes de bares, restaurantes, salões de beleza, estética e bem-estar. Os estabelecimentos podem retomar o atendimento presencial ao público, durante seis horas e com 40% da capacidade, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo documento. Para Bonduki, a decisão é arriscada, já que “esses setores talvez sejam os mais delicados em relação à presença de pessoas”.

Na opinião do especialista, o uso de máscaras em locais como restaurantes e bares encontrará barreiras inevitáveis para clientes que saem para comer e beber. Além disso, o professor teme uma segunda onda do coronavírus, já que, para as autoridades de saúde, essa preocupação continua, motivada pelo aumento de casos em cidades do interior paulista, que iniciou a reabertura do comércio antes da capital.

Ainda assim, diante da situação econômica das microempresas do setor, a reabertura “tem que ser levada em consideração”, argumenta Bonduki, ao considerar que a opinião das autoridades sanitárias deve ser seguida, “com a maior segurança possível”. Para ele, até o momento, a Prefeitura não demonstrou organização suficiente para sustentar a reabertura.

Ouça na íntegra no áudio acima.


Cotidiano na Metrópole
A coluna Cotidiano na Metrópole, com o professor Nabil Bonduki, vai ao ar toda quinta-feira às 10h00, na Rádio  USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e  TV USP.

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