“Revoredo” traz arranjos do músico João Paulo Amaral

Arranjos do instrumentista no livro CD “Viola Caipira – Arranjos Instrumentais de Música Tradicional”

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Foto: Daniel Kersys/Divulgação

João Paulo Amaral é instrumentista, compositor, arranjador, professor e pesquisador e seus arranjos no livro CD Viola Caipira – Arranjos Instrumentais de Música Tradicional para solo, duo e trio de violas estão no programa Revoredo desta semana. Ele mescla gêneros musicais da cultura popular brasileira.

Entre os arranjos, a obra de domínio público Peixinhos do mar. Também usa a marujada e o cururu. A marujada ou fandango é um folguedo, uma festa popular típica das regiões Norte e Nordeste. Normalmente, homens tocam instrumentos musicais e mulheres participam das danças e encenações. Já o cururu assume três significados, entre eles o ritmo típico da música caipira brasileira, como na música O menino da porteira.

A catira e a moda de viola aparecem na música Peixe vivo. A primeira, que também pode ser chamada de cateretê, é uma dança tradicional brasileira, marcada pela batida dos pés e mãos dos dançarinos. Geralmente, a coreografia é realizada por homens boiadeiros e lavradores. A moda de viola é uma modalidade da música caipira composta de solos de violas e versos extensos, e narra eventos de natureza histórica, com duas vozes acompanhadas com viola caipira.

A música BeiraMar provém do cancioneiro popular do Vale do Jequitinhonha. No arranjo, João Paulo mescla a contradança e o cateretê. A contradança é uma dança campestre de origem inglesa que superou as antigas formas de dançar, como o minueto. O cateretê é uma dança rural brasileira, em duas filas, uma de homens e outra de mulheres ao som de palmas e pés e o acompanhamento constituído por duas violas.

A obra Moreninha se eu te pedisse é uma modinha de canto urbano de salão. Pagode do véio, do músico Messias da Viola, conta com um arranjo duo em que a primeira viola executa o pagode e a segunda, o cipó preto. O pagode caipira, sertanejo ou de viola foi inventado por Tião Carreiro e Lourival Santos em 1959.

Por fim, a Garça branca, que mistura o siriri e a polca. O siriri é uma dança típica do Mato Grosso e acompanha música e versos cantados. A polca nasceu na Europa e, no continente americano, atingiu a Argentina e o Paraguai; entre as características da dança está a sequência passo-para-passo-pula.

O Revoredo é produzido e apresentado pelo maestro José Gustavo Julião de Camargo, do Departamento de Música da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP.

 

Por: Giovanna Grepi

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