O Brasil e o mundo também enfrentam o racismo ambiental

O Ambiente é o Meio desta semana entrevista Tania Pacheco redatora do blog Combate ao Racismo Ambiental

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Imagem: Divulgação

O Ambiente É o Meio desta semana entrevista Tania Pacheco, redatora do blog Combate ao Racismo Ambiental, que está no ar desde 2009 e traz denúncias de injustiças sociais e ambientais que acontecem no Brasil. “Não dá pra ter uma perspectiva de transformar o mundo se essa perspectiva não engloba também a luta contra o racismo e para a igualdade de gêneros. Para mim, é fundamental”, afirma.

O conceito de racismo ambiental, explica Tania, nasceu quando rejeitos químicos danosos foram lançados em comunidades negras nos Estados Unidos da América, em 1980.  Assim, tem-se início uma mobilização com pessoas ligadas à igreja e às ciências. Como o reverendo e químico, Benjamim Chavis que utiliza pela primeira vez o termo.

De acordo com Tania, passa a existir a preocupação com a justiça ambiental durante a Conferência Nacional das Lideranças Ambientalistas de Cor, em 1991, também nos Estados Unidos. Essa luta ganha força ao usar o termo justiça ambiental e une as academias e as Organizações Não Governamentais (ONGs).

O blog coordenado por Tania, também é um grande fornecedor de dados para o Projeto Mapa de Conflito Envolvendo Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil. O mapa está disponível online desde 2010 e aponta os principais conflitos existentes no país. Segundo a redatora, são 571 conflitos e a maioria é relacionada ao racismo ambiental.

Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que na relação cidade/campos, 87% dos habitantes são da área urbana e 13% dos campos. E mais de 50% dos conflitos do mapa estão no meio rural.  Cerca de 36% dos conflitos misturam o urbano e o rural. “Temos como exemplo a usina de Belo Monte, que causa problemas para os povos indígenas, mas também para os habitantes da cidade”, revela.

Outro dado divulgado pela redatora é que 29% do mapa se refere aos indígenas sendo que eles representam apenas 0,04% da população, segundo o IBGE.  

Por Giovanna Grepi

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