“Manhã com Bach” exibe a Sonata para Flauta e Cravo em Si Menor

Obra é “a mais primorosa sonata para flauta existente”, segundo o biógrafo de Bach Philipp Spitta

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O programa Manhã com Bach que foi ao ar nos dias 18 e 19 de novembro de 2017 apresentou quatro obras do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750): o Prelúdio e Fuga Número 21 em Si Sustenido Maior (BWV 890), do livro 2 de O Teclado Bem Temperado, o Prelúdio e Fuga Número 22 em Si Sustenido Menor (BWV 891), também do livro 2 de O Teclado Bem Temperado, a Sonata para Flauta e Cravo em Si Menor (BWV 1030) e a cantata O heilges Geist- und Wasserbad (BWV 165).

Ouça nos links acima a íntegra do programa.

Philipp Spitta

No século 19, o biógrafo de Bach Philipp Spitta (1841-1894) classificou a Sonata para Flauta e Cravo em Si Menor como “a mais primorosa sonata para flauta existente”. Expressando variados sentimentos, ela tem três movimentos: andante; largo e dolce; e presto.

Em Manhã com Bach, a obra foi executada por dois grandes mestres em seus instrumentos: Emmanuel Pahud, na flauta, e Trevor Pinnock, no cravo.

Tradução de Das wohltemperierte Klavier

O volume 2 de O Teclado Bem Temperado foi composto por Bach em 1744, em Leipzig, com o objetivo de ser um manual didático para os interessados em aprender a tocar instrumentos de teclado. Ele contém 24 pares de prelúdios e fugas, que contemplam todas as tonalidades, começando em dó maior e concluindo em si menor.

Costuma-se traduzir o título dessa obra de Bach, Das wohltemperierte Klavier, por O Cravo Bem Temperado. No entanto, essa tradução não é a mais certeira, porque Klavier, no tempo de Bach, se referia a qualquer instrumento de teclado, como o órgão e o clavicórdio, e não apenas ao cravo. É por isso que, em Manhã com Bach, sempre se usa a tradução O Teclado Bem Temperado.

Os dois pares de prelúdios e fugas foram interpretados, no programa, pelo cravista e regente holandês Gustav Leonhardt.

Uma cantata sobre o batismo cristão

A cantata O heilges Geist- und Wasserbad, Ó, santo banho de espírito e água (BWV 165), é uma das cantatas de Bach que foram compostas na corte de Weimar, em 1715. Com texto do poeta da corte de Weimar Salomon Franck, ela tem como tema o batismo cristão.

Como bem resume o musicólogo alemão Alfred Dürr, em seu livro clássico As cantatas de Bach, o texto dessa cantata nos diz que “o renascimento a partir do espírito, do qual Jesus fala no Evangelho Segundo João, é garantido ao cristão no batismo (primeiro movimento), que destrói ‘o nascimento pecaminoso dos herdeiros amaldiçoados de Adão’ e transporta o cristão para um estado de graça (segundo movimento). Mas o pacto da misericórdia exige a renovação por todo o meu tempo de vida (terceiro movimento), pois a ‘picada da velha serpente’, isto é, a Queda de Adão, faz com que mesmo o louvado pacto batismal seja sempre quebrado e o cristão sempre precise de um novo perdão (quarto movimento). Com o pedido de reconhecimento de que a morte de Cristo na cruz nos trouxe a salvação (movimentos 4 e 5), fecha-se o texto de versificação livre”.

A cantata foi interpretada pela Orquestra Barroca de Amsterdã e Coro, sob a regência de seu fundador, o holandês Ton Koopman.

Manhã com Bach vai ao ar sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, pela Rádio USP (93,7 MHz).

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