“Manhã com Bach” começa série que mostra obras para viola da gamba

Programa vai exibir as três sonatas do compositor para o instrumento que encantava a aristocracia europeia

O programa Manhã com Bach deu início a uma série de três episódios que vai abordar a obra do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750) para viola da gamba. O primeiro programa da série, que foi ao ar nos dias 3 e 4 de agosto de 2019, exibiu a Sonata para Viola da Gamba e Cravo em Sol Maior (BWV 1027). Foi apresentada também a cantata Wir danken dir, Gott, wir danken dir, “Nós te agradecemos, Deus, nós te agradecemos” (BWV 29).

Ouça nos links acima a íntegra do programa.

Segundo a gambista Kristina Augustin, que em 2001 apresentou uma dissertação de mestrado sobre viola da gamba na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a viola da gamba surgiu na Península Ibérica, no século 14, como resultado da união de dois instrumentos, um de origem árabe, o rebab, e outro de origem espanhola, a vihuela.

A viola da gamba tem esse nome para se diferenciar de outro instrumento, a viola da braccio, ou seja, a viola segurada pelo braço. A viola da gamba, assim como o violoncelo, é segurada pelas pernas, gamba, em italiano, daí o seu nome. Ela se difere do violoncelo pela sonoridade, pelo tamanho menor e pela presença dos trastes, que não existem no violoncelo.

Bach elevou a viola da gamba ao mais alto grau de dignidade artística. Além de utilizá-la em obras orquestrais, ele produziu três sonatas para viola da gamba e cravo, que se tornaram obrigatórias no repertório para esse instrumento: a Sonata em Sol Maior (BWV 1027), a Sonata em Ré Maior (BWV 1028) e a Sonata em Sol Menor (BWV 1029).

Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet (https://jornal.usp.br/radio-usp/sinopses/manha-com-bach/).

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