Cigarro e álcool aumentam as chances de câncer de cabeça e pescoço

Professor Luiz Carlos Conti de Freitas fala sobre a campanha Julho Verde que alerta a população para os cuidados com a doença

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Nódulos, úlcera que não cicatrizam, dificuldade para engolir e sensação de algo na garganta são alguns dos sintomas mais frequentes para câncer de cabeça e pescoço.

O Saúde sem Complicações desta semana entrevista com o professor Luiz Carlos Conti de Freitas do Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP que traz informações sobre a Campanha “Julho Verde”.

A campanha alerta para a conscientização sobre prevenção e diagnóstico precoce de câncer de cabeça e pescoço. A data foi instituída no dia 27 de julho, desde 2004, em congresso mundial. A doença que afeta regiões específicas da boca, laringe (popularmente, cordas vocais) e faringe (popularmente, garganta); e também os de pescoço e tireoide.

Entre os mais comuns são os da cavidade bucal, principalmente a língua, e o de tireoide nas mulheres, esse teve aumento nos últimos 30 anos segundo o professor.

O professor alerta, ainda, que o tabaco é um fator de risco que aumenta em até sete vezes a incidência da doença e o perigo é maior quando associado ao álcool. “Parar o uso de cigarros e bebidas alcoólicas pode diminuir de 50% para 5% a chance de aparecer novos tumores”.

Outro fator apontado pelo profissional  é o vírus do papiloma humano (HPV) que atinge a pele e as mucosas em forma de verrugas e lesões. Nesse caso, diz, atinge pacientes mais jovens, com menos de 40 anos.  Dessa forma, não consumir tabaco e álcool e relações sexuais com uso de preservativo são alguns dos cuidados para a prevenção.

O tratamento normalmente é realizado com cirurgia e seguido de radio ou quimioterapia, se for necessário. E os efeitos colaterais são sequelas na estética e funcional, como alteração para engolir, falar e respirar.

 

 

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