Atuação das ciências forenses é tema do USP Analisa

Programa mostra como peritos usam diversas áreas do conhecimento para esclarecer crimes e grandes tragédias

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Séries que retratam o dia a dia de equipes de perícia criminal despertam a curiosidade de muitas pessoas pela profissão. Mas será que a ficção mostra o que de fato acontece na realidade brasileira? Para falar sobre o cotidiano desses profissionais e o campo das ciências forenses no país, o USP Analisa desta semana recebe os peritos criminais Adilson Pereira e Margaret Mitiko Inada Pereira e a perita em botânica Jeniffer Sati Pereira.

Segundo eles, qualquer área do conhecimento pode ser utilizada pelas ciências forenses em uma investigação criminal. “Por exemplo, a astronomia forense. Quando você está dirigindo e faz uma curva ou em entre em uma elevação na pista, o sol pode ofuscar sua visão, causando um acidente. Você alega essa situação, mas a perícia não está lá naquele momento para comprovar. Então, os peritos fazem cálculos para determinar a exata posição do sol naquele momento e comprovar se o que você disse era verdade”, explica Adilson.

A botânica é outra área bastante utilizada. De acordo com Jeniffer, em casos de afogamento, ela pode comprovar, por meio da identificação de algas no corpo da vítima, se ela realmente foi assassinada naquele local. No assassinato da advogada Mércia Nakashima, em 2010, a botânica forense foi fundamental para associar o então suspeito Misael Bispo ao local do crime.

“Os peritos recolheram várias amostras do local do crime, além de amostras da vestimenta e dos sapatos de Misael Bispo e também do assoalho do carro. Analisando tudo isso, encontramos uma alga que era endêmica daquela represa na sola do sapato, colocando-o diretamente na cena do crime”, explica Jeniffer.

Por: Thais Cardoso, Assessoria de Imprensa do  IEARP

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