As abelhas nativas e a importância de preservá-las

Bióloga conta que dedica seus estudos às abelhas há 12 anos e que pensa em alternativas para a sua preservação

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O programa Ambiente é o Meio desta semana entrevista a bióloga Maria Juliana Ferreira Caliman. Juliana é graduada em Ciências Biológicas, mestre e doutora em Ciências pelo Laboratório de Entomologia do Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP.

Juliana estuda as abelhas e diz que as nativas, chamadas também de solitárias, não oferecem produtos, mas são elas que fazem a polinização das plantações e de forma indireta têm um papel muito importante.

Para a bióloga, a preservação da biodiversidade é fundamental tanto para as abelhas solitárias quanto para as sociais. Juliana explica ainda a diferença entre elas. As abelhas solitárias são as espécies que não vivem em colônia com rainha e operárias, como, por exemplo, a mamangava, mangava, vespa-de-rodeio e vespão. Já as abelhas sociais são as que convivem em sociedade e polinizam diversas espécies de flora.

Juliana conta que as abelhas são os mais importantes polinizadores da natureza, responsáveis pela reprodução de 80% das matas, florestas e áreas verdes e de cerca de 70% da polinização de todas as culturas agrícolas. “O grande problema do aumento do CO2 é que as plantas produzidas têm um valor nutricional menor”, afirma.

Ambiente É o Meio é uma produção da Rádio USP Ribeirão Preto em parceria com professores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP e Programa USP Recicla da Superintendência de Gestão Ambiental (SGA) da USP.

Ouça acima na íntegra o programa Ambiente é o Meio.

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