Brasil e Estados Unidos sofrem com séculos de racismo estrutural

Segundo Alberto do Amaral, existe um racismo estrutural nos EUA com cerca de 400 anos; no Brasil, problema se estende desde a lei que libertou os escravos

No último dia 25 de maio, o afro-americano George Floyd foi morto durante uma abordagem da polícia em Mineápolis. Floyd passou mais de sete minutos rendido de bruços pelo policial, que manteve o joelho em seu pescoço até matá-lo por sufocamento. A divulgação em plataformas de redes sociais e transmissão pelos meios de comunicação de todo o mundo desencadearam uma série de manifestações e protestos nas principais capitais mundiais.

O professor Alberto do Amaral lembra que, “nos Estados Unidos, existe um racismo estrutural que tem cerca de 400 anos. Hoje, os negros morrem três vezes mais por coronavírus do que os brancos: 12% da população norte-americana é negra e 40% da população encarcerada nos Estados Unidos é negra”.

A questão do racismo não é só dos norte-americanos. É uma questão que diz respeito também à realidade brasileira. No Brasil, existe um racismo estrutural que vem desde a Proclamação da República, a liberdade dos escravos pela Princesa Isabel em 1888.  Os negros, como disse o abolicionista Joaquim Nabuco, foram integrados à sociedade de classes no País sem ter o devido preparo e educação. Daí os problemas de pobreza e exclusão que existem até hoje. Atualmente, diz o professor Amaral, ainda é insignificante o número de negros em destaque nos mais diversos setores do País. Ele lembra que “não podemos esquecer de um fato crucial de que a discriminação racial não é um problema legal. Nós precisamos punir com penas severas todos aqueles que discriminam as pessoas pela cor da pele. Existe uma única raça e não várias raças”.

Acompanhe, pelo link acima, a íntegra da coluna.


Um Olhar sobre o Mundo
A coluna Um Olhar sobre o Mundo, com o professor Alberto Amaral, vai ao ar toda terça-feira às 10h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção  do Jornal da USP e TV USP.

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