Questões ambientais merecem atenção especial durante crise de saúde

Para Nabil Bonduki, durante o período de quarentena o governo federal vem tentando implementar políticas de destruição do meio ambiente

Na edição de Cotidiano na Metrópole desta semana, o arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, reforça a necessidade de prestarmos atenção às políticas que envolvem questões ambientais enquanto as cidades enfrentam a pandemia do novo coronavírus.

Durante o isolamento, a região metropolitana de São Paulo testemunhou uma redução na poluição do ar. O índice de poluentes que são liberados diretamente no ar diminuiu 50% durante a primeira semana de quarentena, graças à redução de veículos nas ruas. Para o professor, o dado é positivo, “não só porque as pessoas irão respirar um ar melhor, especialmente no inverno, na cidade, mas também é importante para o planeta, na redução de gases do efeito estufa”.

Entretanto, esses números não serão permanentes sem “uma mudança de hábitos, uma mudança no sistema de transporte coletivo”, defende Bonduki.

Não por acaso, o professor reforça que, durante esse período, o governo federal, aproveitando o momento em que as atenções estão voltadas para a saúde, tem tentado implementar políticas de destruição do meio ambiente. “Infelizmente, o Ministério do Meio Ambiente está sendo desestruturado. O ministro transferiu o comando das ações de combate ao desmatamento da Amazônia para o Exército, reduzindo o poder de órgãos como o Ibama”, alerta ele.

Ouça na íntegra no áudio acima.


Cotidiano na Metrópole
A coluna Cotidiano na Metrópole, com o professor Nabil Bonduki, vai ao ar toda quinta-feira às 10h00, na Rádio  USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e  TV USP.

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