Queimadas próximas a centros urbanos agravam quadros de saúde

Segundo Paulo Saldiva, o pior é que não há perspectivas de melhora, uma vez que a questão ambiental no Brasil se transformou no patinho feio das práticas de políticas públicas

 Publicado: 27/09/2021
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O ressecamento da atmosfera e a mudança no regime de chuvas têm provocado a ocorrência de queimadas em regiões próximas aos grandes centros urbanos. O problema atinge cidades do interior e a própria cidade de São Paulo. Segundo o professor Paulo Saldiva, Minas Gerais apresenta hoje o maior número de incêndios em florestas e em reservas florestais. É claro que isso reflete em nossa saúde. “Nós temos muitas evidências, inclusive colhidas no Brasil, de que as queimadas de biomassa e de florestas são importantes fatores de adoecimento”, diz Saldiva, citando principalmente as moléstias de natureza respiratória e cardiovascular.

O pior, ainda segundo ele, é que não há perspectivas de melhora, pois “carecemos de uma vigilância ambiental efetiva por absoluta falta de recursos e, principalmente, de um monitoramento associado a ações de combate aos incêndios, em sua fase inicial, pela Defesa Civil”. O colunista não tem dúvidas em afirmar que a questão ambiental no Brasil se transformou no patinho feio das práticas de políticas públicas. Moral da história: enquanto não houver mudanças, pagaremos com a saúde.


Saúde e Meio Ambiente
A coluna Saúde e Meio Ambiente, com o professor Paulo Saldiva, vai ao ar toda segunda-feira às 9h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção  do Jornal da USP e TV USP.

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