Processos burocráticos de cartórios estão ultrapassados diante das novas tecnologias

Luli Radfahrer analisa que muitos processos burocráticos dependem de revisão, mas que é preciso necessidade e urgência para que se transformem

 Publicado: 12/11/2021

Nesta coluna do Datacracia, Luli Radfahrer, professor de  Comunicação Digital da Escola de Comunicações e Artes da USP, comenta sobre as burocracias que envolvem os cartórios. “Por mais que o cartório seja desagradável, a ideia de documentar e autenticar os documentos é muito importante”, comenta o colunista, ao lembrar que, em contrapartida, os processos são ultrapassados.

Apesar de existirem cartórios digitais, Radfahrer explica que a burocracia ainda é enorme e apenas o atendimento é feito de modo digital. “Essencialmente, um cartório, por causa da tecnologia ultrapassada, aumenta o curso e atrasa o processo. Não tem sentido mais ter cartórios”, analisa.

O colunista cita que a criptografia pode ser uma tecnologia para evitar falsificações. “Além disso, existem tecnologias como blockchain, que ajudam a fazer um livro de registros que é completamente mutável”, exemplifica Radfahrer, que ironiza o contexto no qual, ainda que já seja possível realizar transferências de dinheiro pelo WhatsApp, cartórios continuam a ser utilizados.

Radfahrer explica que muitos processos burocráticos dependem de revisão, mas que é preciso necessidade e urgência para que se transformem, como aconteceu com o Título de Eleitor e o Imposto de Renda. “A gente só precisa ter uma mobilização de interesse e daqui a pouco ninguém mais terá xerox, que é muito fácil de falsificar, e nem todo aquele monte de assinaturas quando você precisa comprar um carro, vender ou alugar uma casa”, conclui.


Datacracia
A coluna Datacracia, com o professor Luli Radfahrer, vai ao ar toda sexta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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