Politização da vacina contra covid-19 é estratégia para eleições presidenciais

Segundo André Singer, a disputa entre Bolsonaro e Doria visa a conquistar a preferência da faixa de público conservador para as eleições presidenciais de 2022

 10/12/2020 - Publicado há 1 ano

Na coluna Poder e Contrapoder desta semana, o cientista político André Singer discute a politização da vacina contra a covid-19. Segundo o colunista, é comum que toda ação que envolva a sociedade tenha repercussão política, mas o problema é o exagero da politização, principalmente em uma temática delicada como a da vacina contra o novo coronavírus.

Para Singer, a busca pela vacina estabeleceu uma competição inusitada entre dois atores do campo da direita, visando às eleições presidenciais de 2022: o atual presidente Jair Bolsonaro e o atual governador de São Paulo, João Doria. “Os dois estão envolvidos nessa corrida para saber quem vai chegar antes na vacina porque estão, neste momento, depois das eleições municipais, disputando a preferência do público, que não é o conjunto da sociedade, mas uma parte, um público mais conservador.”

Ouça a coluna na íntegra pelo player acima.


Poder e Contrapoder
A coluna Poder e Contrapoder, com o professor André Singer, vai ao ar toda quinta-feira às 9h, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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