Politização da pandemia pode ser elemento-chave nas eleições de 2022

Segundo André Singer, a pandemia garantiu a vitória de Joe Biden nos EUA e pode moldar os resultados da eleição presidencial brasileira de 2022

 12/11/2020 - Publicado há 10 meses  Atualizado: 13/11/2020 as 15:53

Na coluna Poder e Contrapoder desta semana, André Singer discute a politização da vacina contra o novo coronavírus. Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) entrou em impasse com o Instituto Butantan, quanto à continuidade dos testes da CoronaVac, após a constatação da morte de um voluntário por suicídio, conforme informou o Instituto Médico Legal. A paralisação dos testes rendeu comemoração por parte do presidente Jair Bolsonaro, que considerou uma vitória sobre o governador de São Paulo, João Doria. 

Para o colunista, a politização da pandemia e, consequentemente, dos possíveis instrumentos para solucioná-la, já são observados nos Estados Unidos, que inclusive garantiram a vitória de Joe Biden sobre o presidente Donald Trump. A pandemia causada pela covid-19 é tópico nas agendas políticas de países no mundo inteiro e, por essa razão, os políticos, os governantes e opositores tendem a politizar esse tópico. “Se não fosse a pandemia, é bastante possível que Donald Trump tivesse sido reeleito presidente dos Estados Unidos. Isso significa que a pandemia foi o elemento-chave e poderá ser o elemento-chave também da eleição presidencial brasileira de 2022.”

Singer acredita que a politização da pandemia deve continuar ainda por meses no Brasil: “Como estamos em face de uma luta que tenderá a permanecer nos próximos meses e até nos próximos anos, em torno da questão da pandemia, é possível, sim, que assistiremos novos episódios de tentativas de politização do surgimento de medicamentos, vacina e soluções que deem conta dessa situação tão grave que é a pandemia”.

Ouça a coluna na íntegra pelo player acima.


Poder e Contrapoder
A coluna Poder e Contrapoder, com o professor André Singer, vai ao ar toda quinta-feira às 9h, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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