Pesquisas que usam tecnologias simples trazem bons resultados, dizem especialistas

A qualidade do estudo não é definida pelos valores dos instrumentos utilizados no trabalho, fato que pode ser percebido no estudo observacional sobre paratletas de rugby com resultados que valorizam os treinos para a categoria

Na coluna Ciência e Esporte desta semana, o professor Paulo Roberto Santiago fala sobre um estudo observacional que aborda a cinemática dos membros superiores em atletas de rugby em cadeira de rodas.

O estudo, publicado na edição de abril a junho de 2020 da Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, editada pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE), analisou, através de filmagem e software específico, de forma bidimensional, o desempenho de 19 atletas de rugby que utilizam cadeiras de roda, durante um teste de velocidade de 20 metros. 

O professor conta que o estudo obteve como resultado a baixa variação no padrão cinemático desses atletas em relação às questões espaço-temporais. Entretanto, foi possível perceber que os jogadores de rugby com melhor desempenho foram os com mais tempo de prática do esporte e maior classificação funcional (definidas, conforme grau de deficiência para atletas paralímpicos). 

Santiago explica que apesar das limitações tecnológicas do estudo, foi possível conseguir bons resultados, fato que comprova que a qualidade das pesquisas não é definida pelos valores dos instrumentos tecnológicos utilizados nos estudos.

Os ouvintes podem participar da coluna Ciência e Esporte, sugerindo temas ou enviando questões para as próximas edições pelo e-mail ou através de comentários no canal da coluna no YouTube. A única restrição é que sejam temas relacionados à ciência e esporte. O artigo citado na coluna pode ser lido aqui.

Ouça no player acima a íntegra da coluna Ciência e Esporte.


Ciência e Esporte
A coluna Ciência e Esporte, com o professor Paulo Santiago, vai ao ar toda sexta-feira às 10h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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