Pesquisa mostra pequeno avanço no tratamento da ELA

Resultados de novo tratamento para a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), ainda que modestos, animam pesquisadores

Nesta edição da coluna Minuto do Cérebro, o professor Octávio Pontes Neto fala sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença degenerativa que acomete o sistema nervoso, causando fraqueza muscular progressiva e comprometimento respiratório. 

A doença, incapacitante e progressiva, ainda não tem cura. O tratamento, até o momento, é feito através dos fármacos riluzol e edaravone, mas com resultados muito limitados. Mas, adianta Pontes Neto, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Harvard, Estados Unidos, vem mostrando resultados animadores.

O professor conta que os testes norte-americanos combinaram a administração de “seis gramas de fenilbutirato de sódio e dois gramas de taurursodiol”, todos os dias, durante 24 semanas, em pacientes com ELA. E os resultados, que acabam de ser publicados pela revista médica New England Journal of Medicine, mostraram “uma redução em torno de 25% na velocidade da taxa de progressão do declínio funcional nos pacientes que receberam a medicação, comparado com placebo”.

O estudo ainda está na fase dois, mas, avalia Pontes Neto, mesmo com resultados modestos, mostra avanço no tratamento da ELA. “Certamente, mais estudos subsequentes serão necessários para testar a eficácia e os efeitos colaterais” dos medicamentos testados.

Ouça no link acima a íntegra da coluna Minuto do Cérebro.


O minuto do Cérebro
A coluna O minuto do Cérebro, com o professor Octávio Pontes Neto, vai ao ar toda terça-feira às 9h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

.

.

.


Política de uso 
A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal da USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar dos créditos a Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso de arquivos de vídeo, esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso estejam explicitados, os autores. Fotos devem ser creditadas como USP Imagens e o nome do fotógrafo.