Para a Anistia Internacional, desenvolvimento sustentável é questão de direitos humanos

Manifesto da entidade, lançado recentemente, destaca a ligação entre a questão climática e os direitos humanos

 Publicado: 19/08/2021
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A Anistia Internacional, organização não governamental que defende os direitos humanos, divulgou, no último dia 13 de agosto, um relatório em que demonstra que a questão central do aquecimento global é uma questão de direitos humanos. “Além de recomendar a leitura desse importante documento, sugiro que se estabeleça uma discussão no âmbito da USP”, diz o professor José Eli da Veiga. O relatório, intitulado Parem de queimar nossos direitos, evidencia o quanto essas temáticas estão ligadas. “A questão climática é uma questão de direitos humanos. Essencialmente isso!”, enfatiza o colunista.

O professor lembra que, para muitos historiadores, os direitos humanos emergiram durante a segunda metade do século 20 como a “última utopia”. Em 1977, a Anistia Internacional foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz como a maior e mais importante organização de defesa dos direitos humanos e pela sua “campanha contra a tortura”. “Podemos dizer que, daquele ano para cá, a grande ideologia, a grande utopia da nossa época eram os direitos humanos”, destaca o colunista. “Ao mesmo tempo, surgiu a ideia do desenvolvimento sustentável, que no fundo inclui, evidentemente, toda a temática do desenvolvimento dos direitos humanos”, diz Eli da Veiga. A Anistia Internacional foi fundada em 1961, em Londres, na Inglaterra.


Sustentáculos
A coluna Sustentáculos, com o professor José Eli da Veiga, vai ao ar toda quinta-feira às 8h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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