Palácio Gustavo Capanema, ícone modernista, vai a leilão  

Martin Grossmann protesta contra incluir o prédio, tombado pelo Iphan, em feirão de imóveis

 18/08/2021 - Publicado há 3 meses
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“Uma sequência de más notícias, de verdadeiros descalabros”, comenta Martin Grossman em sua coluna Na Cultura o Centro está em Toda Parte, na Rádio USP (clique e ouça o player acima). O professor critica a decisão do governo federal de incluir o Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio de Janeiro, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan, no feirão com mais de 2 mil imóveis. “Com seus 16 andares, o prédio é uma verdadeira obra-prima do modernismo mundial, um dos primeiros edifícios desse modernismo panamericano.”

O Palácio Capanema foi inaugurado em 1946 para sediar o Ministério da Educação e Saúde do governo Vargas. É assinado por arquitetos brasileiros de renome internacional como Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Jorge Machado Moreira, Ernani Vasconcelos, Carlos Leão e Afonso Eduardo Reidy. E tem ainda a consultoria de Le Corbusier e paisagismo de Burle Marx. Para Grossmann, esse edifício, com a sua história, “representa a nossa identidade”.

O professor destaca que o reconhecimento da arquitetura modernista brasileira é internacional. “Isso fica muito claro, com notícias que nos trazem um certo alento, como a homenagem para Lina Bo Bardi. A arquiteta foi agraciada com o prêmio Leão de Ouro Especial pelo conjunto de sua obra na Bienal de Arquitetura de Veneza.”


Na Cultura, o Centro está em Toda Parte
A coluna Na Cultura o Centro está em Toda Parte, com o professor Martin Grossmann, vai ao ar toda quarta-feira às 9h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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