Os protestos contra a verticalização de bairros de classe média em São Paulo

A colunista Raquel Rolnik explica que esse movimento tem nome, “nimby”, uma expressão norte-americana usada por pessoas que não querem mudanças na vizinhança

 Publicado: 12/05/2022
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A cidade de São Paulo vive uma grande controvérsia, protagonizada, especialmente, por bairros como Pinheiros e Vila Mariana, que protestam contra a verticalização do bairro e a transformação de sua paisagem em torres residenciais e comerciais.

A polêmica é complexa porque chega na revisão do Plano Diretor, que inclusive foi suspensa por uma ação civil da Defensoria Pública, questionando o processo de debate.

O que se quer é discutir o conteúdo dessa controvérsia, ou seja, são protestos de pessoas que defendem a democratização de espaços,  o “nimby” – acrônimo de “not in my back yard” (não no meu quintal) -, que nada mais é do que movimentos de bairro que se posicionam contra  mudanças na vizinhança.

Surgido em 1970 nos Estados Unidos , o nimby foi um movimento de moradores contra a ação de uma petroquímica que jogava lixo tóxico num bairro, com efeitos gravíssimos sobre a saúde daquelas pessoas.


Cidade para Todos
A coluna Cidade para Todos, com a professora Raquel Rolnik, vai ao ar toda quinta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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