O papel da genética na fertilidade feminina é tema de pesquisa publicada na “Nature”

Descoberta pode ajudar a desenvolver tratamentos para prevenir a perda da memória e o envelhecimento

 12/08/2021 - Publicado há 2 meses
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Embora a expectativa de vida nos últimos 50 anos tenha aumentado de 45 para 85 anos, a perda da capacidade reprodutiva das mulheres continua constante, e geralmente vai até aos 52 anos, no máximo.

Uma pesquisa, que envolveu 180 instituições acadêmicas, analisou o perfil genético de 200 mil mulheres de ancestralidade europeia. O objetivo principal foi o de compreender de que forma a genética influencia o envelhecimento ovariano.

Foram analisados, também, dados de mulheres que enviaram suas amostras para a empresa 23&Me, além dos genes de 80 mil asiáticas.

O estudo identificou variantes genéticas associadas à idade da menopausa, que variou entre 40 e 60 anos. “A análise desses genes poderá ser útil para identificar mulheres com risco aumentado de ter menopausa precoce”, avalia Mayana Zatz, coordenadora do Centro de Estudos sobre o Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) da USP. “Entender os mecanismos biológicos envolvidos nesse processo pode ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos.”


Decodificando o DNA
A coluna Decodificando o DNA, com a professora Mayana Zatz, vai ao ar quinzenalmente toda quarta-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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