O nome do autor pesa na hora da escolha de um livro?

A professora Marisa Midori fala nesta semana sobre como o autor tem um papel central na construção do livro

“Para fechar a caixa de Pandora que eu abri ao assistir o filme de Rémi Bezançon, O Mistério de Henri Pick, gostaria de resgatar um tema importante para a história do livro e da literatura e que também me pareceu central neste nosso thriller literário francês”, afirma Marisa Midori em sua coluna Bibliomania.

Antes, compartilha toda a saga Henri Pick que vivenciou após ver o filme. “Logo que descobri que a trama era adaptada do romance de Foenkinos, Le Mystère Henri Pick, corri para comprar o livro”, diz, e ao começar a se envolver com o romance o nome do autor lhe pareceu familiar, assim como o roteiro, e foi aí que descobriu em sua estante um presente de um amigo, La Biblioteca de los Autores Rechazados, versão espanhola do romance de David Foenkinos e um título muito mais atrativo do que O Mistério de Henri Pick.

A professora ainda comenta que, na perspectiva do crítico literário, o autor tem um papel central na construção do livro. “É o crítico literário – e isso tanto mais é verdade quando se trata de divulgar o livro em um programa de televisão – que aproxima o autor de seu público. Ele permite que a produção intelectual, pois não estamos apenas falando sobre ficção, seja divulgada com um rosto, uma voz, enfim, um ser humano com seus hábitos, suas manias… a mídia tem esse papel de criar uma personalidade literária e, no limite, uma estrela.” Nesse momento, continua Marisa, ocorre uma virada na história do autor: “Como na época romântica, ele retorna ao centro da produção editorial. Mas sabemos que não foi sempre assim… É o que veremos na segunda parte da coluna, na próxima sexta-feira.


Bibliomania
A coluna Bibliomania, com a professora Marisa Midori, vai ao ar toda sexta-feira às 9h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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