Novo sistema de inteligência artificial permite a escrita de textos quase perfeitos

Glauco Arbix explica que o sistema consegue “escrever como se fosse humano” e tem escopo de atuação em diversas áreas do conhecimento, mas mostra limites e a dependência da atividade humana

 09/11/2020 - Publicado há 1 ano

A combinação da evolução dos algoritmos, sofisticação tecnológica e armazenamento de muitos dados nas empresas estimulou novas tecnologias de inteligência artificial. Na coluna Observatório da Inovação desta semana, o professor Glauco Arbix comentou sobre o anúncio do centro de pesquisa Open AI, nos EUA, da liberação de um sistema de inteligência artificial de escrita muito desenvolvido e complexo. O sistema consegue “escrever como se fosse humano” e tem escopo de atuação em diversas áreas do conhecimento.

O sistema, chamado Generative Pre-Trained Transformer 3 (GPT-3), se baseia no processamento de linguagem natural e não dá para distinguir os textos feitos por máquinas dos feitos por humanos. Ele serve tanto para preencher formulários quanto para escrever relatórios. O sistema foi testado nos EUA em áreas de saúde pública.

Arbix comenta que foi contestado, pois apresenta falhas, “não consegue associar nem entender como os humanos”, mas articula gramaticalmente as palavras e frases de forma a fazer sentido. Para o colunista, isso mostra os limites da inteligência artificial e a dependência da atividade humana.


Observatório da Inovação
A coluna Observatório da Inovação, com o professor Glauco Arbix, vai ao ar toda segunda-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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