No rock, as batidas simples e criativas da bateria marcam o tempo e dão liga à música

O instrumento surgiu da necessidade de reduzir o número de integrantes para apresentações menores e orçamento reduzido, englobando três instrumentos em um

Na edição do programa desta semana, o baterista e produtor do História do Rock, Gabriel Soares, assume o comando do programa e continua a série sobre a evolução da sonoridade do rock; desta vez aborda a introdução da bateria no gênero musical. 

Soares explica que a bateria é formada por um conjunto de tambores e outros instrumentos de percussão, que surgiu da necessidade de orquestras e bandas militares reduzirem o número de integrantes para apresentações menores e orçamento reduzido. O baterista conta que, ao invés de serem necessárias três pessoas para tocar um tambor, os pratos e um triângulo, por exemplo, apenas um músico poderia tocar com a ajuda de equipamentos específicos e um pouco de habilidade. 

A bateria surge no rock por volta dos anos 50 e para exemplificar o papel da bateria nesse início, Soares traz para o programa a música Rock Around the Clock, de 1955, da banda Bill Halley e seus Cometas. Segundo o baterista, é possível perceber na música que a bateria, com uma batida simples, tem o propósito de dar liga à música e marcar o tempo, somada aos demais instrumentos. Porém, ao contrário do que muitos pensam, o simples também pode ser muito criativo.

Soares também apresenta músicas como Ticket to Ride, dos Beatles, Good Times Bad Times, do Led Zeppelin, Pinball Wizard, da banda The Who, e Toad, do grupo Cream, para demonstrar a habilidade dos bateristas mais conhecidos do rock, como Ringo Starr,  John Bonham, Keith Moon e Ginger Baker.

Ouça no player acima a íntegra do programa História do Rock.

Os ouvintes podem enviar sugestões e comentários para o e-mail: rocknausp@usp.br.

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