Newsletter é opção para jornalistas que buscam produzir conteúdo independente

Lins da Silva analisa a Substack, plataforma de newsletter que vem fazendo sucesso entre jornalistas e escritores

 23/11/2020 - Publicado há 1 ano

As newsletters cada vez mais se firmam como um importante meio de transmissão de informação. Em sua coluna de hoje (23), Carlos Eduardo Lins da Silva destaca “uma das experiências mais interessantes” em termos desse novo produto, a ​Substack​. Estabelecida em 2007, a plataforma permite que jornalistas e escritores produzam newsletters sobre qualquer assunto, disponibilizando infraestrutura tecnológica e, em alguns casos, auxílio financeiro. “Isso tem dado muito certo para algumas pessoas. Várias dessas newsletters chegam a ter 250 mil assinantes, alguns proprietários chegam a ter faturamento de R$ 200 mil ”, comenta Lins da Silva.

Diversos nomes renomados vêm apostando nessa nova possibilidade. Por exemplo, Glenn Greenwald, que resolveu deixar o The Intercept, veículo onde trabalhava, para desenvolver um trabalho independente. “O que demonstra que esse tipo de produto tem público e parece, portanto, uma oportunidade para aqueles que não têm espaço na mídia hegemônica; ou mesmo para os que têm espaço, mas gostariam de desenvolver algo diferente”, comenta o especialista. O professor pontua, contudo, que “não sabemos se isso irá continuar durante muito tempo” e que “isso dependerá da capacidade de cada jornalista”. Embora uma experiência elogiável, a Substack vem sendo alvo de críticas recentemente. Isso porque a plataforma opta, hoje em dia, por selecionar os jornalistas que receberão mais incentivos, baseando-se no apelo que a figura possui nas mídias sociais. “Essa peneira faz com que o time de jornalistas da Substack se torne muito parecido com o das redações tradicionais, composto majoritariamente de homens brancos de classe alta. Vem sendo criticada a falta de diversidade no portfólio da Substack”, completa.


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