Neurônios-espelho atuam na vida das pessoas de diferentes formas

Conceito cognitivo pode parecer estranho, mas está presente na vida das pessoas desde a vida infantil até a vida adulta, seja pelas propagandas, marketing ou religião

Quando consideramos questões envolvendo o cérebro humano, alguns temas interessantes e pouco conhecidos podem vir à tona. Por exemplo, o que nos faz agir de acordo com o que as pessoas fazem? Algo como um reflexo de algo que estamos vendo e que reagimos muitas vezes por instinto? Essa capacidade de simular ações, se deve aos neurônios-espelho, um sistema cognitivo espalhado em partes do cérebro que são responsáveis pela linguagem, empatia e dor. Na coluna de hoje (7), o professor Luli Radfahrer trata justamente desse assunto.

“É aquele momento que você vê uma pessoa caindo e você meio que se arrepia e se retrai porque você sente na sua pele isso. Ou quando você vê uma cena num filme de terror e se esconde, você se encolhe. O que está acontecendo ali? Você está projetando esse tipo de informação dentro de você, vivendo essa informação”, explica Radfahrer, que inclusive cita a pornografia como um dos maiores exemplos dessa situação. 

Uma criança de 3 anos de idade repete praticamente tudo o que um adulto relacionado ao seu ambiente faz, e o processo é exatamente o mesmo citado acima. O colunista também cita adultos, que, ao estarem aprendendo um idioma estrangeiro, repetem determinadas frases para assimilar o que estão ouvindo. A utilização deste sistema é refletido na passagem do tempo através dos mitos, religião e também em propagandas luxuosas, em que vemos pessoas saudáveis (geralmente famosos) usando aquele determinado item de luxo.

Ouça no player acima a íntegra da coluna Datacracia.


Datacracia
A coluna Datacracia, com o professor Luli Radfahrer, vai ao ar toda sexta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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