“Nas eleições americanas, o vencedor leva tudo”

Guilherme Wisnik faz uma análise do processo eleitoral norte-americano, que considera singular ao dar muito peso ao voto dos Estados, por oposição à ideia de uma nação constituída por indivíduos

 05/11/2020 - Publicado há 1 ano

A eleição americana, que ainda permanece indefinida, é o tema escolhido pelo professor Guilherme Wisnik para sua coluna desta semana. Ele lembra da importância do resultado do pleito, capaz de definir os rumos da geopolítica mundial, e reflete sobre o “sistema singular, muito particular, que os americanos escolheram para alicerçar a sua democracia”, pois trata-se aqui de uma Constituição federalista, que dá muito peso ao voto dos Estados por oposição à ideia de uma nação constituída por indivíduos.

Wisnik entende que esse sistema acaba levando à polarização e compara-a a um jogo de xadrez, em que as peças vão sendo decididas justamente nos Estados onde há uma indecisão muito grande. Em outro trecho, o colunista diz que a eleição acaba se transformando numa espécie de filme de Hollywood, “um suspense que vai sendo decidido com doses de sentimentalismo piegas, com consequências terríveis para o mundo inteiro”. A lógica da eleição nos EUA é a do vencedor ganha tudo e o perdedor tem de se contentar, como diz, aliás, uma canção do grupo Abba.


Espaço em Obra
A coluna Espaço em Obra, com o professor Guilherme Wisnik, vai ao ar toda quinta-feira às 9h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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