Monitoramento remoto de saúde pode ser solução para acompanhamento médico de qualidade

Luli Radfahrer explica o que é monitoramento remoto de saúde e como essa forma de acompanhamento passivo pode beneficiar seus usuários a longo prazo

 17/09/2021 - Publicado há 1 mês

Na coluna Datacracia desta semana (17/9), Luli Radfahrer explica o que é o monitoramento remoto de saúde. “Trata-se de uma forma passiva de monitoração”, explica o professor: “Essa forma é o uso de acessórios digitais, como celulares, sensores, combinando com análise de comportamento para identificar que você tem um problema mesmo que você ainda não tenha consciência desse problema”. Para Radfahrer, esse tipo de avaliação indireta da saúde dos usuários pode ajudar em problemas que vão desde hábitos alimentares até distúrbios comportamentais, como a depressão. 

A tecnologia utilizada para esse tipo de acompanhamento seriam os próprios dispositivos móveis. Esse tipo de serviço pode ser muito útil também para informar quando alguém está com algum tipo de condição crônica ou relativo à idade. Segundo o professor, uma vez autorizado, o próprio aparelho poderia avisar serviços de emergência ou de saúde caso algo de errado aconteça com o seu usuário. Outro benefício do monitoramento remoto de saúde é contornar a resistência que muitos têm de ir ao médico. “Esse tipo de mensuração ajuda a medir passivamente a sua condição, sem depender de você contar como está, porque muitas vezes você tem que quebrar velhos preconceitos para realmente admitir que tem um problema e isso pode ser uma enorme saída para ter diagnósticos precoces, diminuir a carga no serviço de saúde e tratar melhor muita gente antes que seja grave”, conclui Radfahrer.

 


Datacracia
A coluna Datacracia, com o professor Luli Radfahrer, vai ao ar toda sexta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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