Monitoramento da qualidade do ar no Brasil deixa a desejar

A opinião é de Paulo Saldiva, citando estudo publicado na revista “Estudos Avançados”. De acordo com ele, o monitoramento da qualidade do ar é eficiente em algumas regiões do País, mas deficiente naquelas que mais precisam desse serviço

 13/09/2021 - Publicado há 1 mês

Em sua coluna desta semana, o professor Paulo Saldiva propõe-se a responder a uma simples questão: o Brasil monitora a qualidade do ar de forma eficiente? Para tanto, ele cita um estudo publicado na revista Estudos Avançados, do Instituto de Estudos Avançados da USP, segundo o qual o País deixa a desejar nessa questão. “A política ambiental no Brasil, em termos de saúde e qualidade do ar, tem sido muito consolidada nas regiões Sul e Sudeste, especialmente no Estado de São Paulo, que possui uma rede de monitoramento ativa e funcionante.” O mesmo, porém, já não acontece nas regiões situadas mais ao Norte e Nordeste e também no Centro-Oeste do País.

No atual cenário brasileiro, diz o colunista, com tantas queimadas de florestas e com certas práticas de agricultura, as emissões de poluentes são uma realidade. Ou seja, nos locais onde se tem uma grande emissão de poluentes, não se tem monitoramento. “Nós temos uma parte substancial do Brasil, onde ocorre um fenômeno importante das emissões de poluentes locais e também de gases de efeito estufa, que não tem monitoramento de qualidade do ar, impedindo de você estabelecer suas relações e seus impactos sobre a saúde humana; ao mesmo tempo, quando existem esses dados […] a transparência, a divulgação, o perfil público dessas informações importantes para a cidadania, para a proteção individual e para a elaboração de políticas públicas ainda são deficientes”.

Saldiva espera que o estudo publicado pela revista Estudos Avançados ajude a população a entender melhor a magnitude desse problema.


Saúde e Meio Ambiente
A coluna Saúde e Meio Ambiente, com o professor Paulo Saldiva, vai ao ar toda segunda-feira às 9h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção  do Jornal da USP e TV USP.

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