Moedas sociais podem ajudar no combate à recessão

De acordo com Schwartz, é hora de procurar soluções de longo prazo que sejam sustentáveis

A reinvenção do dinheiro volta a ser tema nesta semana. Dinheiros digitais e locais podem renovar as políticas sociais. No Brasil, há vários anos, já temos experiências de criação de moedas locais, gerenciadas por bancos comunitários, que têm funcionado muito bem, recebendo apoio governamental. Isso representa uma importante frente de inovação em um empreendedorismo popular de base local.
Recentemente, o que chamou a atenção foram as fintechs, empresas de base tecnológica que trazem inovações financeiras, deslocam a ênfase da capacidade local de inovar, empreender com fins sociais, organizar as comunidades para as soluções cujo principal mérito é de ordem tecnológica. Isso desloca para uma ideia de que a tecnologia vai resolver tudo e que todo mundo vai ter acesso a crédito, financiamento e investimento.
O professor Gilson Schwartz fez uma consulta na internet sobre o tema “bancos comunitários e coronavírus”. O que ele verificou é que “o resultado foi zero. Parece que nada está acontecendo nesse território da criação social de base comunitária e de base local”. Ele lembra que “é hora de procurar soluções de longo prazo que sejam sustentáveis”.

Iconomia 
A coluna Iconomia, com o professor Gilson Schwartz, vai ao ar toda segunda-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção  do Jornal da USP e TV USP.

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