Leitura lateral é arma essencial na guerra contra fake news

Estratégia de leitura busca separar informações de fontes confiáveis da desinformação largamente disseminada

 10/06/2021 - Publicado há 4 meses
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O uso da leitura lateral contra as fake news é o tema do físico Paulo Nussenzveig na coluna Ciência e Cientistas. “Além de uma pandemia de coronavírus, vivemos uma pandemia mais longa de desinformação, de ‘fatos alternativos’ ou fake news”, afirma. “Em grande medida, isso se deve ao uso das redes sociais e à dificuldade natural em separar informações de fontes confiáveis da desinformação largamente disseminada.”
“O ponto de partida da coluna de hoje foi um tweet do professor Mike Caulfield, da Universidade do Estado de Washington. Ele afirmava que um melhor letramento em desinformação pode ajudar nesse ambiente polarizado que vivemos. A maioria das pessoas não tem noção do tipo de ‘informação’ que está ‘consumindo'”, relata o físico. “Achei muito interessantes as iniciativas em universidades norte-americanas para criar disciplinas (ou módulos de disciplinas) de instrução sobre leitura lateral.”

“A própria terminologia é característica deste milênio. Grupos aleatórios de estudantes e membros da comunidade acadêmica, ao se depararem com uma página da internet que desconhecem, fazem uma leitura vertical. Leem o conteúdo do topo da página até a parte de baixo, examinando a prosa, clicam em links internos, leem informação sobre a página (dada pelos próprios autores), mas raramente examinam outras páginas”, aponta Nussenzveig, “Em contraste, verificadores de informações rapidamente abrem outras abas, no eixo horizontal de seus browsers e começam a investigar aquilo que existe sobre a página em questão, quem são seus financiadores, qual a origem última das informações apresentadas. Isso recebeu o nome de leitura lateral.”


Ciência e Cientistas
A coluna Ciência e Cientistas, com o professor Paulo Nussenzveig, vai ao ar quinzenalmente toda quarta-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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