Problemas de fala são relacionados ao cérebro e não só ao ambiente

Para Claudia Regina Andrade, desafios da fonoaudiologia estão na neurociência e na falta de fomento à pesquisa

 12/11/2019 - Publicado há 2 anos  Atualizado: 22/11/2019 as 10:40

Na Faculdade de Medicina (FM) da USP, a fonoaudiologia vai além das terapias relativas à capacidade de falar, fonação aos especialistas e auditivas. O serviço do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da FM está presente no Centro de Saúde Escola Butantã, no Hospital Universitária (HU) e no Hospital das Clínicas (HC), nos atendimentos primário, secundário e terciário. Atenção é oferecida a diversos casos: traumas e alteração da face; queimaduras e câncer de cabeça e pescoço; fissuras labiais e palatinas congênitas; acompanhamento clínico de broncoaspiração.

A professora Claudia Regina Andrade, titular da Disciplina de Fonoaudiologia, fala que a fonoaudiologia avançou muito nas últimas décadas. “A partir dos exames de neuroimagem, desenvolvidos na neurologia e na psiquiatria, se percebeu que o cérebro se forma para se comunicar, falar e escrever”, esclarece. Antes, especialistas ligavam distúrbios comunicacionais apenas às origens ambientais, de acordo com ela.

Segundo Claudia, no departamento  são estudados aquisição e desenvolvimento de linguagem, fonologia, alteração na deglutição (disfagia), processamento motor da fala e da face, audiologia, problemas de audição desde o nascimento, implantes. Em razão dessa complexidade, o curso da USP dura cinco anos. No último deles, os alunos passam por um quase internato no HC para experienciarem a complexidade da especialidade. A docente, de qualquer modo, pede mais docentes. “Já fomos 16, hoje somos dez”.

Ainda assim, o departamento tem sucesso em sua internacionalização. A professora exalta a parceria com a The City University of New York. “Temos ex-alunos lecionando em universidades tanto na Inglaterra como nos Estados Unidos”, diz. Fora que a fonoaudiologia da FM já publicou artigos de grande impacto. Novos professores efetivos seriam importantes para consolidar novas linhas de pesquisa, explica Claudia.

Ouça a entrevista na íntegra no player acima.


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