Isolamento social propicia maior coleta de dados pessoais

Segundo Luli Radfahrer, o uso de dados pessoais pode assegurar boas ações por parte das empresas

Na coluna Datacracia desta semana, Luli Radfahrer fala sobre as métricas e os dados pessoais coletados e comercializados por grandes empresas, principalmente as de redes sociais, e que têm sido mais intensos por conta da pandemia e do trabalho remoto. Para o professor, o uso de dados pessoais propicia boas ações por parte das empresas, porém, a problemática é a comercialização.

O confinamento causado pela pandemia dá oportunidade para a coleta de dados pessoais da população, principalmente daqueles cujo trabalho está sendo desenvolvido remotamente, o que gera maior uso de máquinas.

Radfahrer acredita que medir não é necessariamente ruim, porque “isso ajuda muito o serviço digital. Se você mede, consegue saber quando o sujeito abandona um serviço ou até como melhorar um serviço. É aquela ideia de que, na essência, medir é muito bom. Medir ajuda você a produzir um produto melhor”; porém, alerta que o real problema não está em medir, mas, sim, em vender: “O real problema está em vender. Se você pensar que a maior parte das empresas, as redes sociais, por exemplo, ganham dinheiro comercializando dados das pessoas, é aí que está o abuso. Isso precisa ser controlado”.

Ouça a coluna na íntegra pelo player acima.


Datacracia
A coluna Datacracia, com o professor Luli Radfahrer, vai ao ar toda sexta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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