Hotéis podem ser solução para isolamento de pessoas em situação vulnerável

De acordo com Nabil Bonduki, a rede hoteleira brasileira dispõe de cerca de 1 milhão de quartos, com cerca de 2,4 milhões de leitos. Em São Paulo, são 61 mil quartos, com 125 mil leitos

Na edição de Cotidiano na Metrópole desta semana, o arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, continua a discutir medidas que poderiam auxiliar parte da população em situação de vulnerabilidade durante a crise do novo coronavírus.

“A grande preocupação que nós temos hoje é garantir condições adequadas de isolamento para todos”, alerta o especialista. Para o professor, utilizar parte ociosa da rede hoteleira de São Paulo pode ser a resposta. Ele lembra que, de acordo com a Pesquisa dos Serviços de Hospedagem, do IBGE, a rede hoteleira brasileira dispõe de cerca de 1 milhão de quartos, com cerca de 2,4 milhões de leitos. Em São Paulo, são 61 mil quartos, com 125 mil leitos. “É um imenso parque construído e está entre 80% e 100% ocioso, a depender da cidade”, defende.

De acordo com Bonduki, a ideia tem potencial para manter a estrutura hoteleira funcionando durante o período de crise, podendo ser dividida entre leitos hospitalares, adaptados para casos de baixa complexidade, e quartos para isolamento de pessoas contaminadas que vivem em moradias densamente ocupadas ou em situação de rua. “Assim se salvam vidas e se mantém uma atividade econômica importante no País”, finaliza.

Ouça na íntegra no áudio acima.


Cotidiano na Metrópole
A coluna Cotidiano na Metrópole, com o professor Nabil Bonduki, vai ao ar toda quinta-feira às 10h00, na Rádio  USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e  TV USP.

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