“Homeschooling” é forma equivocada de ensino para um país com as deficiências do Brasil

A solução, segundo Nakabashi, é investir mais nas escolas e na parceria entre elas e as famílias para dar mais oportunidades a todas as crianças brasileiras

 25/05/2022 - Publicado há 1 mês

Nesta edição da coluna Reflexão Econômica, o professor Luciano Nakabashi faz um alerta sobre o projeto da educação domiciliar (homeschooling) que tramita no Congresso Nacional. Para o professor, não se trata apenas de liberdade de escolha sobre o ensino, pois existem “algumas razões” que fazem do ensino tradicional, com as crianças indo para as escolas, o mais indicado para o País.

Nakabashi cita três dessas razões, fundamentando que, em primeiro lugar, as escolas são os locais onde existem profissionais formados e com experiência para transmitir conhecimentos amplos às crianças. Em segundo, ressalta a questão da socialização, com a interação de crianças de diferentes famílias, com diferentes ideias, que são “importantes para o aprendizado e amadurecimento das crianças”. A terceira razão é que o ensino tradicional, “hoje, é o que temos de melhor”, avalia o professor, mesmo considerando as várias deficiências do País, inclusive na área da educação. 

A solução para a educação brasileira, insiste Nakabashi, não está em ensino domiciliar; a falta de socialização pode “acabar impactando negativamente a vida dessas crianças”. Assim, o professor defende investimento maior nas escolas e parceria entre elas e as famílias. “A responsabilidade sobre o aprendizado não é só da escola” e também “não dá para deixar tudo na família”, continua, indicando a saída da parceria em prol do futuro da educação.

O homeschooling, garante o professor, seria uma forma equivocada, já que “temos que pensar no ensino como um todo” e dar oportunidades aos mais carentes. 


Reflexão Econômica
A coluna Reflexão Econômica, com o professor Luciano Nakabashi, vai ao ar toda quarta-feira às 9h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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