Governadores dos Estados da Amazônia carecem de mais articulação

Para o professor José Eli da Veiga, está na hora de os governadores terem seu conselho subnacional

Para o professor José Eli da Veiga, a articulação entre governadores dos Estados da Amazônia será a coisa mais importante a acontecer para que se encaminhem políticas corretas para a região. “Eles precisam se articular e devem formar um conselho subnacional, já que o governo federal não os incluiu no Conselho da Amazônia”, recomenda o colunista. Ainda analisando o atual governo, Eli da Veiga reafirma a existência de um polo “pseudo liberal” na economia de um lado, um “pseudo conservador” de outro, e com os militares num polo intermediário. “O Palácio do Planalto é hoje uma espécie de quartel. Há, inclusive, a ironia de um órgão chamado Casa Civil ser comandado por um general”, destaca.

Segundo Eli da Veiga, os últimos acontecimentos confirmam que estas são as três faces do atual governo. Mas, no que se refere ao Conselho da Amazônia anunciado em Davos, a situação se alterou. “O conselho, que aparentemente ‘estaria periclitando’, segundo os noticiários, afinal foi constituído sem os governadores da região, mostra uma certa volta de poder ao vice-presidente Hamilton Mourão”, ressalta o colunista. “Daí a importância de mais articulação entre os governadores.”

Ouça no link acima a íntegra da coluna Sustentáculos.


Sustentáculos
A coluna Sustentáculos, com o professor José Eli da Veiga, vai ao ar toda segunda-feira às 8h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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