Futsal brasileiro é afetado por más condições trabalhistas

Estudo realizado com atletas de elite do futsal revela o que está por trás das constantes mudanças de cidades e clubes

Na coluna Ciência e Esporte desta semana, o professor Paulo Roberto Santiago fala sobre um artigo científico recém-publicado pelos seus colegas, os professores Renato Marques, da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP) da USP, e Wanderley Marchi Júnior, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), na revista Journal of Sport and Social Issues.

A publicação faz uma abordagem sociológica das dificuldades enfrentadas pelos atletas de elite do futsal brasileiro e suas consequências, com foco na constante migração desses atletas. O estudo, realizado com 28 jogadores de futsal da Seleção Brasileira Masculina e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), conclui que as mudanças consecutivas de cidade e clube são consequência das condições desfavoráveis de trabalho dos atletas. E que elas não atingem somente os jogadores, mas também seus parentes e companheiros, submetidos a constantes transformações. 

Santiago acredita que os resultados da pesquisa, além da importância científica, possam colaborar para que sejam feitas mudanças nas leis trabalhistas que regem esses acordos no esporte e, por conseguinte, melhorar as condições de trabalho dos atletas em geral, principalmente os jogadores brasileiros de futsal. 

Os ouvintes podem sugerir temas ou enviar questões para as próximas edições da coluna por e-mail ou através de comentários no canal da coluna no youtube. A única indicação é que a sugestão seja relacionada a ciência e esporte. 

Ouça no player acima a íntegra da coluna Ciência e Esporte.


Ciência e Esporte
A coluna Ciência e Esporte, com o professor Paulo Santiago, vai ao ar toda sexta-feira às 10h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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