Fumar escondido em avião é sempre um risco a ser evitado

João Paulo Lotufo narra recente caso ocorrido com um avião que teve de retornar para Guarulhos porque um passageiro insistia em continuar fumando, a despeito da advertência do piloto

 Publicado: 23/11/2021
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lotufo

No dia 11 de julho de 1973, o voo 820 da Varig saiu do aeroporto do Galeão (RJ) com destino a Londres, com escala em Paris, na França. Houve um incêndio no toalete do avião. A tripulação tentou apagar o incêndio e não conseguiu e em poucos minutos a fumaça tomou conta da aeronave. A cabine dos pilotos também foi tomada pela fumaça. A poucos quilômetros do aeroporto da França, o avião acabou caindo pela falta de visibilidade. O resultado foram 123 mortos; dez tripulantes e um passageiro sobreviveram.

O passageiro sobrevivente disse que não cumpriu as regras de ficar sentado na cadeira, preso com o cinto, e ficou agachado próximo à cabine dos pilotos, onde tinha menos fumaça. Quando o avião foi aberto, o rapaz foi encontrado com muitas queimaduras no corpo.

João Paulo Lotufo conta esse episódio para lembrar de um recente caso ocorrido em São Paulo. O avião saiu do aeroporto de Guarulhos com destino a  Porto Seguro (BA). Uma pessoa que estava dentro do aparelho desrespeitou as normas e acendeu um cigarro. Houve discussão com os tripulantes. Como o avião já estava voando, o piloto retornou para Guarulhos e o homem foi retirado do avião pela polícia federal, justamente porque a pessoa insistia em fumar e não apagaria o cigarro.

Mais tarde, o piloto explicou aos demais passageiros o que estava acontecendo e enfatizou que o motivo do retorno era por questões de segurança no ar. O piloto foi aplaudido por todos.


Dr. Bartô e os Doutores da Saúde
A coluna Dr. Bartô e os Doutores da Saúde, com o médico assistente do Hospital Universitário da USP João Paulo Lotufo, vai ao ar toda terça-feira às 09h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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