Fóssil de lagarto de cerca de 23 milhões de anos é descrito na USP

A descrição traz conhecimentos que poderão ajudar em estudos sobre as mudanças climáticas e sua relação com as espécies de animais similares

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Acompanhe no podcast “Os Novos Cientistas” a entrevista com a bióloga Ana Bottallo de Aguiar Quadros, que fez o trabalho de descrição de um fóssil que viveu há cerca de 23 milhões de anos. O exemplar está na coleção do Museu Patagónico de Ciencias Naturales de General Roca, localizado na província de Río Negro, na Argentina.

A pesquisa de mestrado de Ana, na qual o fóssil foi descrito, foi realizada no Museu de Zoologia da USP (MZ) da USP e, pela descrição, já se pode afirmar que se trata de uma espécie de lagarto que teve entre 50 centímetros (cm) e 60 cm de comprimento.

A descrição não foi um trabalho simples, já que do animal preservou-se apenas parte do crânio. O tamanho estimado levou em conta a dimensão da cabeça do animal, que tem cerca de 5 cm, e a comparação com lagartos similares que ainda existem hoje. Depois de algumas viagens à Argentina, Ana chegou a algumas conclusões sobre a espécie revelada. Uma delas é que ele pertence à família Teiidae e é mais relacionado ao gênero Callopistes. Na família Teiidae existem cerca de 40 gêneros reunindo animais como o chamado lagarto teiú (Tupinambis) e até mesmo o calango-verde, conhecido no Nordeste do País (Ameiva).

O podcast “Os Novos Cientistas” vai ao ar toda quinta-feira, às 8 horas, dentro do Jornal da USP, que é apresentado diariamente pela jornalista Roxane Ré (das 7h30 às 9h30) na Rádio USP FM (93,7 Mhz).

Ouça a íntegra do podcast.

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