Falta de planejamento no transporte público deixa população insegura

Medidas da Prefeitura de São Paulo para o transporte público, em tempos de pandemia, são ineficientes e confusas, na opinião da professora Raquel Rolnik

Na edição de hoje (11), a professora Raquel Rolnik analisa a decisão da Prefeitura de São Paulo de que os ônibus não vão mais poder circular com sua capacidade acima de lugares permitidos para sentar, como forma de garantir o distanciamento social.

Para Raquel, mais uma vez a Prefeitura anuncia uma medida no sentido de restringir a circulação de pessoas na cidade de São Paulo, a qual tem pouco ou nenhum efeito, uma vez que não há nenhuma relação entre a disponibilidade de lugares, o número de ônibus em circulação e a necessidade que as pessoas têm de circular, entre aquelas que não se encontram em isolamento social. “Essa medida deixou para o motorista do ônibus administrar a entrada ou saída de pessoas no veículo. Não há nenhum planejamento para garantir transporte seguro por ônibus na cidade de São Paulo.”

A professora cita, como exemplo de medidas que deveriam ser feitas, o aumento das ciclo rotas, aumento de calçadas para que os pedestres possam circular com mais distância entre si, por exemplo. Infelizmente, nada disso está sendo feito, pontua.

Ouça no player acima a íntegra da coluna Cidade para Todos.


Cidade para Todos
A coluna Cidade para Todos, com a professora Raquel Rolnik, vai ao ar toda quinta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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