Experiência do usuário é o foco na criação de produtos ou negócios

Para o colunista, a projeção da experiência visa a fornecer momentos memoráveis aos clientes e é o objetivo de qualquer produto atualmente

Na coluna Datacracia desta semana, Luli Radfahrer discute design de experiência e questiona se valeria mais ganhar uma semana em Berlim com tudo pago ou um iPhone de última geração. Cada uma das opções tem seus prós e contras, mas a experiência é intangível. Segundo o professor, o design de experiência é utilizado na fabricação de produtos ou na criação de um negócio e visa a fornecer momentos memoráveis aos clientes.

Para o professor, vivemos numa sociedade baseada em histórias, que são baseadas em experiências, logo por mais que os aparelhos sejam duradouros, sejam bens que tenham valor financeiro claro, a experiência tem um valor muito mais duradouro: “É um valor que a gente procura quando, por exemplo, você monta um restaurante, quando monta uma sala de cinema, quanto você monta uma balada, ou quando você monta qualquer tipo de evento, lugar, aplicativo, ou aparelho. Na verdade, o desenho de experiência ou a projeção de uma boa experiência é o sonho de praticamente qualquer produto hoje”.

Radfahrer diferencia a relação entre experiência e posse: “Experiência é uma coisa muito complicada, é muito diferente de posse, é completamente intangível, mas ninguém quer ouvir das posses das pessoas, aliás é extremamente chato o cara que fala daquilo que ele tem. É aquele que a gente fala que é tão pobre que a única coisa que tem é dinheiro. Já a experiência, mesmo quando é ruim, todo mundo gosta de ouvir, compartilhar, às vezes tem aquelas pessoas que adoram contar uma notícia ruim ou quando você conta no dia seguinte toda a quantidade de desgraça que aconteceu isso acaba sendo motivo para dar risada, se divertir e trocar ideias”.

Ouça a coluna na íntegra pelo player acima.


Datacracia
A coluna Datacracia, com o professor Luli Radfahrer, vai ao ar toda sexta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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