Estímulos visuais podem atuar na perpetuação de espécies de plantas

Estudo com diferentes plantas revela aspectos compensatórios de visão e olfato entre elas, conta Eduardo Rocha

Nesta edição da coluna Fique de Olho, o professor Eduardo Rocha fala sobre a influência dos sentidos de animais e humanos em relação a espécies da natureza. Formas, cores, odores e outros sinais emitidos por seres vivos produzem determinadas reações, como atenção, prioridade e aversão. 

Assim, o professor comenta sobre o estudo recente It’s Not Easy Being Blue: Are There Olfactory and Visual Trade-Offs in Plant Signalling? feito por pesquisadores de diferentes áreas, que, por meio de análises de comportamento de espécies de plantas e da forma como eram procuradas por animais, descobriram alguns aspectos compensatórios entre elas. “O reconhecimento olfativo era muitas vezes compensado pelo estímulo colorido”, informa Rocha. 

Plantas com frutas azuis, por exemplo, eram as preferidas dos animais, que, ao espalhar suas sementes, garantiam a perpetuação da espécie. Em contrapartida, eram menores e de odor mais fraco. 

Para Rocha, essa situação mostra características do sentido visual passíveis de exercitar no cotidiano: “Que cores me atraem mais?”. E, em seguida, a percepção de “que emoções me produzem?” e “Em que fases do dia e em que situações essas emoções se fazem mais presentes?”. 


Fique de Olho
A coluna Fique de Olho, com o professor Eduardo Rocha, vai ao ar toda quarta-feira às 10h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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