Estimulação do nervo vago melhora reabilitação do braço após AVC

Considerada segura e promissora, a terapia apresentou poucos efeitos colaterais, informa Pontes Neto

 24/11/2020 - Publicado há 1 ano

Nesta edição da coluna Minuto do Cérebro, o professor Octávio Pontes Neto fala sobre novidade no estudo de reabilitação de membro superior após Acidente Vascular Cerebral (AVC), já que a porcentagem de pessoas que permanecem com fraqueza nesta região após o AVC é grande. 

Segundo o professor, o estudo VNS-Rehab testou “a estimulação do nervo vago associada à reabilitação para a melhoria da função motora do membro superior parético” em pacientes que sofreram AVC isquêmico. A pesquisa foi realizada na Universidade de Glasgow, no Reino Unido, e apresentada no último Congresso Mundial de Acidente Vascular Cerebral da ESO-WSO, de forma virtual, em Viena, capital da Áustria, entre 7 e 9 de novembro.

Pontes Neto conta que 108 pacientes, com idade média de 60 anos, que tinham sofrido AVC isquêmico há mais de nove meses e menos de dez anos, receberam um implante de um dispositivo para estimular o nervo vago. Metade dos participantes passou por estimulação do nervo durante sessões de fisioterapia e a outra metade não recebeu a estimulação. Após seis semanas de intensa reabilitação no hospital e mais 90 dias em casa, feita pelo próprio paciente, as análises mostraram que o grupo que efetivamente recebeu a estimulação do nervo vago, associada à reabilitação, apresentou melhora significativa da função motora do membro superior, comparado ao grupo que não usou a terapia.

Com poucos efeitos colaterais, o procedimento foi considerado seguro, informa Pontes Neto. “Esse estudo então comprova que a estimulação do nervo vago é uma terapia muito promissora para reabilitação desses pacientes que têm fraqueza no membro superior depois de um AVC”, afirma. 


O minuto do Cérebro
A coluna O minuto do Cérebro, com o professor Octávio Pontes Neto, vai ao ar toda terça-feira às 9h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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