Uma nova onda iconoclasta varre o planeta

Martin Grossmann cita a morte de George Floyd e a sequência de reações contra monumentos colonialistas

 

“Vivenciamos na atualidade mais uma onda iconoclasta”, observa o professor Martin Grossmann em sua coluna Na Cultura, o Centro Está em Toda Parte, da Rádio USP (clique e ouça o player acima). Desta vez, gerada pela morte brutal, violenta e criminosa do cidadão norte-americano George Floyd em 25 de maio, que repercutiu nos movimentos antirracistas em todo o mundo.

Grossmann comenta a derrubada da estátua na cidade inglesa de Bristol, no último dia 7, em homenagem ao traficante de escravos Edward Colston. O monumento foi arrancado do pedestal e jogado no rio. “Mas monumentos são eventos históricos e, neste sentido, quem nos ajuda muito é um teórico da virada do século 19 para o século 20, o austríaco Alois Riegl, historiador da arte que, em seu livro Culto Moderno dos Monumentos, justamente coloca e esclarece que os monumentos não são uma categoria eterna e sim eventos históricos e, portanto, podem ser remodelados, apagados, desconstruídos ou revividos.”

O professor destaca que os artistas são peça fundamental no processo de desconstrução e remodelação. Cita vários exemplos, dentre eles o monumento em homenagem ao arquiteto Ramos de Azevedo esculpido, no decorrer de seis anos, por Galileo Emendabili. Foi inaugurado no dia 25 de janeiro de 1934, na Avenida Tiradentes, em frente da Pinacoteca do Estado. Mas, devido às obras do Metrô, foi retirado e transferido para a Cidade Universitária, próximo da Escola Politécnica da USP, onde Azevedo foi professor e diretor.


Na Cultura, o Centro está em Toda Parte
A coluna Na Cultura o Centro está em Toda Parte, com o professor Martin Grossmann, vai ao ar toda quarta-feira às 9h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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