Escolha do multilateralismo na Assembleia Geral da ONU é correta

Para o embaixador, o pronunciamento do Brasil na sessão de hoje provavelmente focará em assuntos internos, especialmente a Amazônia e o enfrentamento do governo perante a pandemia

Começando oficialmente hoje (15), a Assembleia Geral da ONU ocorre virtualmente pela primeira vez em seus 75 anos de existência, com isso, os pronunciamentos dos presidentes serão todos gravados previamente. A única exceção será a do presidente americano Donald Trump, que aparecerá fisicamente e provavelmente usará o evento para dar prosseguimento à sua campanha política. 

De acordo com o embaixador Rubens Barbosa, o tema central do encontro será o do multilateralismo. “É correto esse tema ser priorizado, porque há um movimento em várias partes do mundo de ataque ao multilateralismo, a começar pelos Estados Unidos, que não poupam adjetivos negativos a organizações internacionais”, comenta Barbosa. O colunista, inclusive, cita o episódio em que Trump atacou a Organização Mundial do Comércio (OMC), além de atitudes envolvendo o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

Por falar em Bolsonaro, de acordo com o colunista, o Brasil deve mostrar em seu pronunciamento um relato sobre a política interna, em que a visão do governo sobre alguns fatos será dada, especialmente sobre a Amazônia, e sobre como o governo atuou de forma correta diante da situação pandêmica.

Propostas concretas envolvendo a reconstrução mundial após a pandemia acontecem, em meio a outros assuntos. A sessão de hoje também marca os 75 anos da formação das Nações Unidas após o término da Segunda Guerra.

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Diplomacia e Interesse Nacional
A coluna Diplomacia e Interesse Nacional, com o professor Rubens Barbosa, vai ao ar toda terça-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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