Erro humano no trabalho representa falhas de design e projeto dos equipamentos

Segundo Luli Radfahrer, com a tecnologia de hoje é muito mais fácil projetar um produto melhor e mais resistente a erros humanos

Na coluna Datacracia de hoje, o professor Luli Radfahrer fala sobre o erro humano no trabalho que, para ele, é uma questão bastante controversa. “O erro humano é, na verdade, um erro de design, um erro do projeto dos equipamentos, dos sistemas. Hoje, com a automação de serviços e produtos, é muito mais fácil concluir que um produto falhou por erro humano”, explica o professor. 

Radfahrer explica que o próprio projeto impede o erro humano, mas não há como impedir uma sabotagem deliberada do equipamento, como “alguém enfiar uma chave de fenda em uma escada rolante”, exemplifica ele. Em áreas como a siderurgia, ou em linhas de montagem de empresas automotivas, há muitas práticas para impedir o erro humano, por isso são seguras.

“O que devemos hoje é demandar equipamentos mais seguros e não engolir essa história de que o produto falhou por erro humano. Isso não pode acontecer neste momento em que tantos produtos são desenhados e têm tanta tecnologia, inteligência artificial e sensores por todos os lados. É muito mais fácil projetar, cada vez mais, um produtor melhor e mais resistente a erros humanos”, completa Radfahrer.

Ouça no link acima a íntegra da coluna Datacracia.


Datacracia
A coluna Datacracia, com o professor Luli Radfahrer, vai ao ar toda sexta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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