Enquanto o mundo olha para o futuro, o Brasil só enxerga o passado

É o que diz Glauco Arbix, ao comentar que os EUA vão criar mais 11 institutos ligados à IA, enquanto no Brasil a democracia e as instituições são atacadas pelo próprio presidente da República, que só tem olhos para o passado

 Publicado: 14/09/2021

O governo dos Estados Unidos anunciou a criação de mais 11 institutos dedicados à pesquisa em Inteligência Artificial, com o objetivo de atingir cerca de 50 novos institutos distribuídos pelo país, cada qual voltado para um tema específico. Esses institutos estão sendo construídos em conjunto com a iniciativa privada e com as principais universidades dos EUA, num esforço gigantesco, diz Glauco Arbix, para tornar a economia ainda mais inovadora, para elevar a produtividade das empresas e garantir que a pesquisa científica e tecnológica proteja a população e consiga projetar um país na liderança da geração de conhecimento.

De acordo com Arbix, os americanos procuram abraçar o futuro para manter a sua liderança diante da China, do Reino Unido, da Alemanha, da França e do Japão, países que também estão avançando nas fronteiras do conhecimento, pois reconhecem que o futuro está na ciência e na tecnologia.

“Essas notícias deveriam ajudar o nosso país a pensar na importância da educação, da ciência e da tecnologia, mas, infelizmente, não é assim. Enquanto o mundo pensa no futuro, o presidente da República, aqui no Brasil, não tira os olhos do passado, um passado marcado pela ditadura militar, que censurou, que torturou, que amordaçou a ciência”, diz Arbix. Ele prossegue: “A temperatura está muito alta no País. A grande maioria da população está perplexa diante dos ataques à democracia e à Suprema Corte da República, cometidos por não menos do que pelo próprio presidente da República”. Para o colunista, é fundamental que o País encontre forças para resistir a esse momento tenebroso da sua história.


Observatório da Inovação
A coluna Observatório da Inovação, com o professor Glauco Arbix, vai ao ar toda segunda-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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